• Hildebrando Couto Santos

"Comportamentos tóxicos" também são as formas como definimos o que é "tóxico"

Atualizado: 1 de Fev de 2019



Muito se fala atualmente em uma "masculinidade tóxica" para se referir a comportamentos de homens que usam a sua masculinidade de formas opressoras, doentias, desequilibradas, que podemos verificar em atitudes de violência, impulsividade e agressividade desordenadas, sejam na vida familiar, seja em outras áreas da vida, inclusive na profissional, onde é comum encontrarmos empresas e profissionais com comportamentos "desequilibrados".


Particularmente, olhando para os meus comportamentos, e tudo o que venho vivenciando desde que despertei para evoluir a minha espiritualidade e atitude na vida, percebo que não é uma questão de "masculinidade tóxica", nem mesmo de uma "feminilidade tirânica" (que neste caso são comportamentos de mulheres manipuladoras, controladoras e opressoras). O que existe é um masculino e um feminino desequilibrados, feridos, que precisam encontrar pontos de apoio e crescimento olhando para o equilíbrio das energias em si mesmo.


Quando se fala em "feridos" estamos associando as complexas situações que passamos ao longo da vida que nos geram traumas, e assim também construímos crenças e ideias pré-concebidas sobre tudo, inclusive contra nossa própria natureza, contra a energia que deveria ser mais predominante em nós mesmos que passamos a negar.


Mulheres que negam sua própria feminilidade para construir uma imagem de fortaleza perante ao mundo machista e opressor ao qual ela foi vítima em algum grau, e homens também negando sua masculinidade, abdicando de sua natureza, com medo de ser rotulado e encaixado em algum julgamento social, e assim, ambos correm das próprias responsabilidades.


Homens precisam desenvolver o cuidado, a sensibilidade, o afeto, mas principalmente CONSIGO MESMO, mas também retomarem, de uma forma mais equilibrada, as suas características "naturais", para que consigam ser "guerreiros" sem necessidade de empunhar armas, mas que não abdiquem da energia instintiva que os fazem caçadores natos e vejam o mundo de possibilidades da caça por responsabilidades.


Mulheres precisam desenvolver a confiança na sua capacidade de direção, e principalmente de orientar, delegar e entregar. A confiança em si mesmo servindo ao propósito maior da confiança do mundo em comunidade, de um mundo de compartilhamento e colaboração, servindo à terra que também é feminina.


Quando encontrarmos todas as possibilidades de RESPEITO entenderemos a natureza em constante construção de equilíbrio. A própria Natureza ao nosso redor manifesta suas forças no exercício dos opostos, muitas vezes do embate como forma de se manter, mais grande parte das vezes em mecanismos de colaboração mútua, e sincronicidade, no qual todos ganham.


Assim como na Natureza, somos nós manifestando muitas forças dentro de nós mesmos, mas necessitando diariamente integrar o feminino e o masculino, sejamos homens ou mulheres.


Tóxico são as formas que rotulamos homens e mulheres, e isto está relacionado ao interesse de manipular suas forças, como forma de menosprezar e oprimir o que tem de mais natural. Ser natural talvez fosse bem transformador, geraria pessoas mais protagonistas de suas próprias vidas e menos suscetíveis de serem marionetes de todo o sistema de interesses ou de poder.


Um comportamento de um ou outro indivíduo, ou mesmo de um grupo específico da Sociedade, não deveria definir o rótulo para todos. Cada indivíduo tem suas responsabilidades, mas a Sociedade inteira tem uma responsabilidade maior em gerar modelos ou referências para que possamos aprender e evoluir, e principalmente nos guiar.




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