• Hildebrando Couto Santos

Qual é a maior missão da sua vida?

Atualizado: 20 de Fev de 2019


A resposta para esta pergunta muitas vezes é um desafio, e também não é difícil quando você está no fluxo da vida (da sua vida), conectado com sua real necessidade, desejo, sonhos.


Neste texto vou falar um pouco como em alguns momentos foi fácil, e em outros foi complicado encontrar a resposta ao longo da minha vida. Uma coisa é certa, a resposta a essa pergunta é essencial para encontrarmos o caminho de realizações e de amor próprio.

Dos meus 16 aos 24 anos eu era um adolescente e que vivia em um bairro na periferia de Salvador/Bahia, e quem vive nestas realidades sabe o quanto é desafiador superar todas as limitações que são impostas na Sociedade, e nós mesmos criamos mecanismos próprios para sobreviver e encarar tudo (e normalmente nesta parte criamos algumas crenças que nos limitam).

Tinha uma diferença peculiar naquela realidade: havia muitos jovens que eram bem ocupados em construir ações para melhorar e até mesmo consolidar um novo modelo de viver em grupo e em sociedade.

Eles se organizavam em núcleos de cultura, de debates, de trocas e compartilhamentos, e é neste item que sou mais grato até hoje. Muitas vezes eu chegava na minha casa e alguém tinha deixado alguns livros de presente para o caso de eu me interessar em ler, dos mais variados temas. Com o tempo fui entendendo, que além de aprender com o que eu lia, eu também aprenderia muito sobre COMPARTILHAR, COOPERAR, SOLIDARIZAR-SE, OLHAR para outras realidades além da minha e daquelas que eu conhecia.

Muitas outras vezes estas pessoas me convidavam para participar de um encontro de jovens, de um debate sobre temas da atualidade e sobre situações da nossa realidade, para fazer alguma atividade onde morávamos.

Foi nesta realidade que eu conheci o mundo, pode assim dizer. Eu vi um mundo que não tinha condições de conhecer só indo na escola ou nos lugares que eu conhecia, e muito menos naquela realidade social em que vivia. O contato com aquelas pessoas me deu uma visão de mundo, como se elas fossem do mundo e não somente dali onde residiam, e isso faz muita diferença mesmo.

Foi a partir daí que viajei nos TEMAS, nos CONTEÚDOS, em ESPIRITUALIDADE, e literalmente VIAJEI muito...e conheci gente de várias partes do mundo.

Isto foi um DESPERTAR!


Gratidão a todos que me ajudaram neste período...através desta experiência é que hoje eu posso contar e ajudar outras pessoas nas suas caminhadas.


Mas e aí? O que isso conecta com descoberta de missão pessoal? Praticamente neste mesmo período das vivências acima eu me envolvi em muitos projetos, atividades das mais diversas, e em quase todas elas eu naturalmente cumpria o papel do orientador, daquela pessoa que intervia muito pouco em palavras, mas quando falava era para ir em situações que as outras pessoas não tinham visto ainda. Eu ponderava, mas ao mesmo tempo tinha uma facilidade de organizar os pensamentos que todos traziam, e criava a síntese. Pronto! Encontrei uma conexão com minha ALMA. Faz sentido? Já explico.


Veja, que neste período (mais ou menos isto durou uns 10 anos) eu cumpri este papel, e tudo o que fiz estava em volta disto, mas hoje eu falando está claro, mas na época eu não racionalizava, não tinha a menor ideia de que estava vivendo e praticando uma coisa de ALMA, estava feliz e não sabia.


Até os 30 anos trabalhei sendo esta pessoa (que hoje sei qualificar isto como Gestor de Projetos, Assessor de Projetos, etc etc etc...Consultor, Orientador, MENTOR). Depois dos 30, fui trabalhar em empresas privadas, com horas de início e fim, seguindo regras específicas de mercado, dentro de pequenas e grandes empresas, até finalizar em 2016 (já numa empresa multinacional, e já ocupando um alto cargo). E aí? o que aconteceu com aquela característica que eu tinha antes?


Durante um tempo nestes 16 anos de empresas privadas continuou presente em mim, e eram características notadas por todos, e realmente também fiz diferença na vida de muita gente, e das empresas que passei. Na última, também construí um produto, desenvolvi lideranças, admitir e demitir pessoas, "briguei" muito também, fui feliz também, mas... deixei muitos sonhos escondidos, porque o "mercado" não perdoa e não olha seus sentimentos, e muitas vezes nem os seus sonhos importam.


Mas tudo bem! Mesmo nesta realidade de mercado algo mexeu comigo e aos poucos fui notando que estava fazendo um movimento natural de volta ao caminho inicial com uma nova roupagem. Aí foi que tudo fez sentido... Pois noto que não foi um desvio de percurso, foi novo tracejado no caminho, para aprender muitas novas habilidades e conhecimentos.


Juntando todas as pontas, percebo com clareza agora que tudo sempre se manteve em um caminho, no qual o meu papel é ajudar outras pessoas a realizarem os seus sonhos, simples assim (não tão simples para os devaneios e brigas internas que travei nos últimos anos).


* (mas vou dar uma pausa aqui...porque aqui são muitas histórias que contarei na sequência)


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HILDEBRANDO COUTO SANTOS


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