• Hildebrando Couto Santos

Tudo o que dorme ou está acordado em mim, é o que vejo desperto ou adormecido em você


Sobre sentimentos reprimidos, sobre a educação dos homens para as repressões de suas emoções e do que sentem. Também sobre o quanto o trabalho de lapidação pessoal abre portas para saber mais sobre os outros.


Não sei o que te gera mágoa, mas sei em quais situações fico magoado.


Também não sei o que te aflige no seu dia a dia, mas sei o quão aflito eu me sinto em ocasiões desta vida que escolho que seja na correria ou na leveza.


Não sei o que te faz vibrar e se apaixonar, mas sei onde coloco minha paixão e está o meu prazer em viver.


Também não sei onde você coloca toda a sua atenção, mas sei para onde tudo em mim se dirige, e a direção que toma e vai (ou não vai).


Não sei o que dentro de você grita, esperneia, xinga, nega, mas sei o que em mim anseia por expressão na vida, e o quanto estou expressando ou não que faz minha criança interior se alegrar ou se manifestar nada afetuosa.


É assim que caminhamos na nossa jornada desafiadora na vida, eu não sei muito sobre você, mas o que sei de mim é o que me possibilita me conectar com você. Mas nós estamos na mesma jornada como aprendizes sobre si mesmo, por que o pouco que sei sobre mim ainda é insuficiente para minha expressão em muitas situações na vida.


E quando nos referimos aos homens é uma situação bem complexa, porque o estado emocional só é notado nos momentos de pressão.


A maioria de nós homens permanecemos em um estado emocional de repressão ou supressão, onde escondemos ou negamos o que sentimos, ou relegamos tudo o que sentimos. Guardamos mágoas, e estouramos quando não existe mais espaço dentro para segurar o que se sente. Estouramos porque não fomos educados para a expressão disto que sentimos, e nem para aceitar ouvir o que os outros sentem (ou deixam de sentir). Passamos a viver à margem das sensações, dos sentimentos, literalmente marginalizados por si mesmo e por toda uma sociedade.


Quando não sabemos expressar o que sentimos, também temos dificuldades de usar os sentidos (principalmente da escuta), e quando não temos os sentidos educados passamos a ser sentimentalistas que usam os sentimentos como “arma” para enganar, manipular e oprimir os outros, porque enganamos, manipulamos ou oprimimos a muitas coisas que acontecem dentro de nós mesmos.


Quantas vezes você segurou sua vontade de chorar?

Quantas vezes você deixou de dizer o que desejava e sentia com medo de que o outro não gostasse?

Quantas histórias e situações viveu e que você guarda de forma aflita com você apenas, quando sabe que precisa de ajuda e de alguém para te escutar e orientar?


Quando entendo minhas angústias, eu passo a compreender e entender as aflições dos outros. E também, quando entendo as minhas vibrações e motivações, eu passo a ver as dos outros.


Venho vivenciando momentos de muitos questionamentos internos, inquietações desafiadoras. Isto se manifesta em forma de impaciência com comportamentos e escolhas que continuo vivenciando, ou que ainda não modifiquei (mas sei que é preciso). Tudo isso associado a potenciais que possuo e que vejo não estar sendo plenamente desenvolvidos e expressados, e isto é desafiador. E isto é observar e sentir que ainda estou preso a tarefas, a comportamentos que devo liberar na minha vida para poder abrir espaço para os novos. Isto requer uma atitude de posicionamento diante de tudo, o que na maioria das vezes me tira do estado de conforto, e sair deste estado é desacomodar e se entregar ao fluxo da vida que não se tem controle.


Quando estamos no fluxo passamos a aceitar o que é possível no momento.


Esta é a vida na mais pura essência, quando aprendemos a nos respeitar e aceitar como somos, também criamos um mar de possibilidades nas relações com os outros. Mas para isso, muitas vezes vamos precisar de ajuda mesmo, e isto vale inclusive para os Terapeutas e Coachs, todos. A ajuda, neste caso, vem de fora, de alguém ou algo que nos possibilite criar perspectivas e campos de visões diferentes, e nos desafie a olhar para eles.


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Para os homens, o Workshop SAGRADO CAMINHO MASCULINO busca trabalhar muito das questões apresentadas no texto acima, clique aqui e saiba mais.


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